A
insatisfação com o próprio corpo é um dos principais motivadores a levarem as
pessoas a iniciar um programa de atividade física. A imagem corporal que a
pessoa constrói em relação a si próprio
é influenciada por inúmeros fatores de origem física, psicológica, ambiental,
cultural, entre outro.
A
busca por um corpo “esteticamente perfeito” e a carência de uma cultura
corporal saudável tem levado a população a ter uma auto-imagem distorcida de
seus corpos. Induzir muitos homens e mulheres, atletas, ativos e sedentários a
desenvolverem transtornos alimentares como a bulimia e anorexia, e também dismorfia,
entre outros transtornos relacionados a auto-imagem.
O desagrado com a imagem corporal é
um fator importante de risco para depressão e baixa auto-estima, pois é segundo
Cosio, et al (2008) é um importante componente do complexo mecanismo de identidade
pessoal, e refletem às influências estabelecidas dos ideais de corpo às
expectativas e experiências, além da etiologia de sua manutenção.
Todavia, há como determinar um
padrão corporal saudável, pois o estado nutricional expressa o grau pelo qual
as necessidades fisiológicas de nutrientes estão sendo atendidas. A avaliação
do estado nutricional deve ser rotineira como forma de manutenção da saúde. Pois
diversos autores sugerem que uma das possíveis causas da subestimação poderia
ser a negação do próprio estado nutricional.
A importância do conhecimento dos
profissionais de Educação Física em relação aos transtornos alimentares e de
auto-imagem é de extrema importância, devendo estar atento para não incentivar tais
transtornos.
Estudos recentes citam a influência
que os treinadores exercem sobre seus atletas, principalmente por meio de
comentários relativos às suas formas corporais e como os educadores físicos se
encontram em uma posição privilegiada na detecção da patologia pela proximidade
com seus alunos (WEINBERG e GOULD, 2008).

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