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sexta-feira, 17 de maio de 2013

A alimentação é o combustível para o nosso esforço


  • a fase anabólica: é quando organismo é caracterizada pela construção muscular e pelo estoque de glicogênio 
  • a fase catabólica: é quando o organismo passa a quebrar os substratos para a obtenção de energia
Durante a prática de exercício o organismo passa a quebrar os substratos para a obtenção de energia e ao final da prática essa fase de catabolismo do corpo deve ser reduzida com o intuito de se otimizar as resultados e para se conquistar o anabolismo é fundamental alimentar-se de nutrientes adequados rapidamente após o treino.
O Jejum e a alimentação inadequada é um comportamento errado, pois, dificulta a recuperação, diminui a performance e atrasam os resultados. O jejum pós treino faz com que a massa magra seja usada para a reposição dos estoques. Quanto melhor for a sua alimentação pós-exercício, melhor será a recuperação do organismo, a hipertrofia e/ou emagrecimento
A Nutricionista Giovana Guido (http://www.anutricionista.com/qual-a-importancia-de-comer-antes-e-apos-o-treino.html)  observa os motivos pelos quais se devem buscar a alimentação pré-treino e pós-treino:
·         Pré-treino: A refeição antes do exercício deve conter nutrientes para fornecer energia, aumentar força e resistência, evitar fome e hipoglicemia durante o treino, manter um bom estado de hidratação e evitar catabolismo muscular (quebra de aminoácidos no músculo). Quando bem nutrido, você poderá se sentir mais bem disposto, forte e resistente ao esporte. O QUE COMER? Você pode fazer uma refeição completa entorno de 3 horas antes (almoço ou jantar, café da manhã reforçado ou lanches intermediários reforçados).
·         Pós-treino: alimentar-se no pós-treino visa agilizar a recuperação muscular e do organismo como um todo, repor os estoques de glicogênio, reconstruir fibras musculares, repor os líquidos perdidos, alimentar as células do sistema imunológico e renovar o corpo para o próximo treino. Ao se alimentar logo após o treino, seus músculos se tornam mais fortes e resistentes, afinal, não terão que se esforçar para buscar nutrientes de outros locais do corpo. O QUE COMER? O ideal é uma refeição logo após o término do exercício, com uma tolerância de 30 minutos. Proteínas, vitaminas e minerais são indispensáveis após os treinos.
Além de proteínas, vitaminas e minerais, uma dieta deficiente em carboidratos reduzirá o glicogênio muscular e hepático e, por consequência terá impacto no desempenho em exercícios intensos e de curta duração e também em atividades prolongadas.




sábado, 4 de maio de 2013

ESCALA DE BORG NO CONTROLE DA INTENSIDADE DO EXERCÍCIO



Um método bastante seguro de se fazer o controle do esforço durante o exercício é a Escala de Percepção Subjetiva do Esforço (PSE). A mais utilizada em educação física é a Escala de PSE CR10 de Borg (BORG, 2000). Ela se aplica a toda situação em que se deseja levar em conta como a pessoa está se sentindo durante o exercício e é especialmente útil para aquelas pessoas em que a freqüência cardíaca não é um parâmetro confiável (cardiopatas medicados, etc.). Também é útil quando se propõem atividades de grupo em que o controle individual fica quase impossível sem prejuízo dos aspectos pedagógicos e da dinâmica da modalidade.
A Escala CR10 de Borg é uma escala numérica e visual, que classifica o esforço percebido em valores que vão de 0 (zero) a 10 (dez). Estes valores têm uma alta correlação com os valores da FCM (Frenqüência Cardíaca Máxima), com as Freqüências de treinamento e com todo tipo de esforço.


CR10 BORG
PSE- Parâmetro Subjetivo de Esforço
FCM
%1RM
0
absolutamente nada


1
muito fraco


2
fraco
40%
40%
3
moderado
50%
50%
4
um pouco forte
60%
60%
5
forte
70%
70%
6

80%
80%
7
muito forte

90%
8



9



10
extremamente forte


Fonte: BORG (2000). Adaptada por GEPAFI.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

CAUSAS DO ENVELHECIMENTO: Teorias


Teorias Genéticas
A Teoria Genética propõem que todo o processo de envelhecimento, desde o nascimento até a morte, é programado pelos nossos genes. Nessa teoria, o tempo de vida, assim como outros acontecimentos ligados a idade, podem ser controlados por um ou mais genes específicos positivamente ativos contribuindo, de maneira independente, ou em associação com outros, para a longevidade. Até agora os genes da longevidade não foram identificados. Contudo, essas teorias sugerem que um ou mais genes ditam o envelhecimento celular dentro do núcleo das células ou que certos genes são revelados ou reprimidos durante o processo de desenvolvimento normal da vida. (SPIRDUSO, 2005: p. 19)
Teorias dos Danos
Essa teoria baseia-se no conceito de que as reações químicas que ocorrem naturalmente no corpo começam a produzir inúmeros defeitos irreversíveis nas moléculas. Danos químicos pequenos, mas diários, podem ocorrer com o ar respirado, a comida ou outras substâncias ingeridas, fumaça de cigarro ou produtos do metabolismo do próprio corpo. A sugestão feita pelos proponentes desta teoria dos danos é que, se os danos químicos pudessem ser minimizados, o processo de envelhecimento poderia ser retardado e as pessoas viveriam mais. (SPIRDUSO, 2005: pp. 19-20)
Teoria do Desequilíbrio Gradual
A teoria do desequilíbrio gradual afirma que o cérebro, as glândulas endócrinas ou o sistema imunológico começa a deixar de funcionar gradualmente. Eles não só começam a falhar, como também podem envelhecer em ritmos diferentes, produzindo um desequilíbrio entre os sistemas e também uma redução de eficácia em cada sistema. Como o envelhecimento é mais aparente quando a integração e  a coordenação complexas dos sistemas são exigidas para um funcionamento adequado, muitos pesquisadores afirmam que uma teoria do envelhecimento geral pode ser desenvolvida mediante uma melhor compreensão dos mecanismos de controle. (SPIRDUSO, 2005: pp. 21-22)

Embora as teorias genética, dos danos, do desequilíbrio gradual (neuroendócrina e  da auto-imunidade) sobre o envelhecimento tenham sido  discutidas de maneira independente, quanto  mais elas são estudadas mais elas demonstram-se não serem totalmente independente uma da outra. (SPIRDUSO, 2005: p. 22)

Imagem encontrada emjoaopaulomsouza.blogspot.com

quinta-feira, 11 de abril de 2013

AVALIAÇÃO: uma importante ferramenta para o treinamento


É fundamental que o profissional de educação física realize a avaliação e reavaliação dos seus alunos, assim como explique para ele a importância desta ferramenta, que vai muito além de um simples controle e um “lado cientista” do profissional.
A avaliação possibilita direcionar prioridades, estabelecer metas, identificar possíveis fatores de risco para o desenvolvimento de doenças, obter parâmetros para identificar o exercício mais apropriado, a intensidade e a frequência, entre outros e, desta forma, por meio das respostas apresentadas pelas avaliações, o profissional de educação física irá estruturar a prescrição correta e adequada de um programa de treinamento.
Avaliar e reavaliar são práticas que o profissional e o aluno têm a seu favor para acompanhar o desenvolvimento das variáveis que envolvem o treinamento, tais como percentual de gordura, flexibilidade, força, etc., pois torna mais visíveis os resultados conquistados, de onde partiram e aonde chegaram, sendo muitas vezes um elemento motivador, além de permitir observar se o caminho trilhado esta de acordo com o que se pretende obter, possibilitando ajustes no planejamento.
Quanto maior o número de informações que o professor tiver do seu aluno, mais personalizado o treinamento, fazendo com que o planejamento seja mais assertivo para que o aluno atinja seus objetivos.
 
 
Imagem encontrada em: http://academiaequilibrioabc.com.br/portal/faca-avaliacoes-fisicas-periodicamente/

segunda-feira, 8 de abril de 2013

DISTRIBUIÇÃO DA GORDURA CORPORAL


Em geral, homens e mulheres diferem-se na forma como acumulam gordura, e essas diferenças começam muito cedo ((SPIRDUSO, 2005: pp. 68-69 apud BAUMGARTNER et al.,1986). Aproximadamente aos 9 anos, os meninos começam a depositar mais gordura no abdome (padrão de gordura centrípeta), enquanto que as meninas começam a depositar mais gordura em seus quadris e pernas ((SPIRDUSO, 2005: p. 69 apud DURNIN e WOMERSLEY, 1974; MALINA e BOUCHARD, 1991). Esses dois padrões, diferenciados pelo sexo, se tornam mais marcantes e pronunciados com a puberdade e a maturação, são chamados de padrões de gordura andróide (homem) e ginecóide (mulher).  Os homens que retratam o padrão andróide típico são descritos como forma de maçã, pois sua gordura está acumulada principalmente no tronco, tórax, costas e abdome, enquanto que as mulheres que retratam o padrão ginecóide são descritas como forma de pêra e caracterizam-se por um depósito maior de gordura nos quadris e pernas ((SPIRDUSO, 2005: p. 70 BRAY, 1985; KISSEBAH, FREEDMAN e PRINIS, 1989; GILLUM, 1987). Diferenças de sexo significativas também existem no tamanho das células de gorduras e enzima (lípase lipoproteica) que sintetiza gordura e está envolvida no armazenamento de gordura/lipídio (SPIRDUSO, 2005: p. 70 apud HIRSCH, FRIED, EDENS e LEIEBEL, 1989).
Fonte da imagem: http://paulafisiodermato.blogspot.com/2009/03/obesidade-androide-x-ginecoide.html 
acesso em 22:03 do dia 11/06/209.

domingo, 7 de abril de 2013

ENVELHECIMENTO: Ser Ativo


 Com o envelhecimento surgem diversas alterações no homem, como redução do peso e volume cerebral, alterações fisiológicas no sistema cardiovascular, e um maior acometimento por doenças crônico-degenerativas. Porém, o envelhecimento pode ser reconhecido e construído de diversas formas nos indivíduos; tudo irá depender do ângulo observado e sentido por cada um. (...) Segundo Morais (1992 citado por ALMEIDA 2004), toda atitude do homem é uma atitude corporal. O corpo é o centro de tudo que acontece e significa. É a partir do corpo que conhecemos nossa verdade e a forma de envelhecermos.”
O envelhecimento é um processo lento e gradativo que todo ser humano deve preparar-se para o mesmo. Este processo pode ser amenizado através da utilização de alguns mecanismos, considerando como variáveis que envolvem o mesmo (genética estilo de vida, doenças crônicas, viróticas e o meio externo). O exercício físico regular é uma das atividades que deve ser implantado como primordial para este processo, pois pode alterar o sistema cardiovascular, metabolismo energético, diminuição do nível de insulina, regulação da pressão arterial (PA), tonificação muscular, melhora o índice de humor da pessoa facilitando e tornando a vida mais prazerosa, entre outros. Logicamente que qualquer programa de exercício físico precisa ser elaborado de forma consciente e organizado respeitando os princípios de treinamento (ARAÚJO, [s/d]).
A Organização Pan-americana da Saúde (2005), através de sua representação no Brasil, divulgou o documento “Envelhecimento ativo: uma política” de saúde, no qual procura dar informações para a discussão e formulação de planos de ação que promovam um envelhecimento saudável e ativo, visando sensibilizar todos aqueles responsáveis pela formulação de políticas e programas ligados ao envelhecimento (governos, entidades não-governamentais, setor privado). Neste documento se observa que “manter a autonomia e independência durante o processo de envelhecimento é uma meta fundamental para indivíduos e governantes” e alerta que no conceito de envelhecimento ativo, a palavra ativo não se refere unicamente a manter o idoso fisicamente ativo e saudável. Embora estes também sejam objetivos a se perseguir, é preciso ter o entendimento de um idoso ativo no sentido mais amplo de ser participativo.
Um programa deve se preocupar em preparar as pessoas idosas para a participação contínua nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente para serem fisicamente ativas. É preciso educá-las para saber que podem continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e países - mesmo estando aposentadas, mesmo com alguma doença ou alguma necessidade especial.
Para OKUMA (2004) uma proposta pedagógica de exercícios físicos para idosos deve situar seus objetivos para além das questões da aptidão física e da saúde, que são colocadas como meios e não como fins. O foco real da proposta deve ser “o desenvolvimento do ser idoso” e para este trabalho sugerem-se sete  princípios que têm por base uma Educação que abra para o aluno idoso um leque de perspectivas para:
1. o autoconhecimento
2. a autonomia
3. o aprender contínuo e atualização
4. a descoberta de competências
5. ser responsável
6. usufruir do meio ambiente
7. a fruição e prazer
         Segundo esta pesquisadora a educação física é: um“... processo educativo que ensina às pessoas os conhecimentos sobre movimento humano e os procedimentos/habilidades para melhorá-lo e/ou mantê-lo, de forma a otimizar suas potencialidades e possibilidades motoras de qualquer ordem e natureza, adaptando-se e interagindo com o meio ambiente, para ter qualidade de vida.”



quarta-feira, 3 de abril de 2013

ESPORTE E MÍDIA: A Figura do Atleta


A Manipulação da informação do discurso midiático e sua influência acontecem com a articulação dos padrões de lingüística, das ações sociais, das atitudes e das emoções. Se valendo deste processo, segundo Thompson (1995, citado por SANTOS e MEDEIROS, 2009) o fenômeno esportivo não descarta a participação da mídia na sua produção, difusão ou transformação criaram uma relação harmônica e dependente.
            Estudando este processo, Santos e Medeiros (2009), analisaram reportagens da revista Veja no período entre 2007 e 2008 e identificaram que nas reportagens a figura do atleta esteve associada a alguns elementos comuns que interagem entre si e relacionados a um modelo vinculado a fatores identitários, normalmente associados ao atleta como herói ou vilão.
Da mesma forma, Marque (2007 citado por MARQUES, GUTIERREZ e ALMEIDA, 2008) atesta que observar o esporte é “testemunhar ações mercadológicas, em o que cria inúmeros personagens ligados a esse universo” e cita alguns papeis representados por estas personagens: Atleta-astro, atleta-produto, esportista-consumidor, esportista-praticante, esportista-sedentário”.
Rubio (2001, citado por RUBIO, 2002) explica que esta situação foi gerada pela construção espetacular da narrativa esportiva na qual a competição é uma metáfora das batalhas.
Segundo SANTOS e MEDEIROS (2009) essas representações permeiam o imaginário social e influenciam questões como a identidade nacional, o discurso moral em torno do esporte e do atleta mais especificamente. Rubio (2002) complementa que a mídia televisiva contribui profundamente para este contexto:
“a televisão transformou a audiência do esporte em todo o mundo, e na medida que começou a perder a capacidade de subsistir enquanto espetáculo ao vivo, tornou-se dependente de patrocínios gerados pela abrangência das transmissões televisivas. Essa situação provocou o incremento do profissionalismo no esporte, tanto no que se refere à possessão do espetáculo pela televisão como em relação àquele que protagoniza o espetáculo, o atleta.” (RUBIO, 2002)
A partir aproximadamente dos anos 1970 observa-se que a relação do dinheiro e desempenho esportivo passaram a levar o esporte a profissionalização e uma opção de vida para crianças e jovens. Rubio (2002) nota na indicação de um atleta para iniciar sua carreira existem elementos além de talento individual, mas também fatores externos construídos que estendem-se até mesmo em sua trajetória. Para cada “modalidade específica e, do esporte como um todo, desenvolve-se um conjunto de práticas coletivas e comportamentos individuais chamados pelo senso comum de cultura esportiva”, os quais, “levam à criação e multiplicação de um imaginário esportivo, pautado, principalmente na história de vida de atletas ativos, que ainda fazem o espetáculo esportivo, e inativos, que já realizaram grandes feitos, registrando seu nome para a posteridade”.
Imagem encontrada em: http://runnersworld.abril.com.br/materias/herois/
 *Esta imagem ilustra um texto cujo título é "Heróis de Ouro"