Com o envelhecimento surgem
diversas alterações no homem, como redução do peso e volume cerebral,
alterações fisiológicas no sistema cardiovascular, e um maior acometimento por
doenças crônico-degenerativas. Porém, o envelhecimento pode ser reconhecido e
construído de diversas formas nos indivíduos; tudo irá depender do ângulo
observado e sentido por cada um. (...)
Segundo Morais (1992 citado por ALMEIDA 2004), toda atitude do homem é uma
atitude corporal. O corpo é o centro de tudo que acontece e significa. É a
partir do corpo que conhecemos nossa verdade e a forma de envelhecermos.”
O envelhecimento é um processo lento e gradativo que
todo ser humano deve preparar-se para o mesmo. Este processo pode ser amenizado
através da utilização de alguns mecanismos, considerando como variáveis que
envolvem o mesmo (genética estilo de vida, doenças crônicas, viróticas e o meio
externo). O exercício físico regular é uma das atividades que deve ser
implantado como primordial para este processo, pois pode alterar o sistema
cardiovascular, metabolismo energético, diminuição do nível de insulina,
regulação da pressão arterial (PA), tonificação muscular, melhora o índice de
humor da pessoa facilitando e tornando a vida mais prazerosa, entre outros.
Logicamente que qualquer programa de exercício físico precisa ser elaborado de
forma consciente e organizado respeitando os princípios de treinamento (ARAÚJO,
[s/d]).
A Organização
Pan-americana da Saúde (2005), através de sua representação no Brasil, divulgou
o documento “Envelhecimento ativo: uma política” de saúde, no qual procura dar
informações para a discussão e formulação de planos de ação que promovam um
envelhecimento saudável e ativo, visando sensibilizar todos aqueles
responsáveis pela formulação de políticas e programas ligados ao envelhecimento
(governos, entidades não-governamentais, setor privado). Neste documento se
observa que “manter a autonomia e independência durante o processo de
envelhecimento é uma meta fundamental para indivíduos e governantes” e alerta que
no conceito de envelhecimento ativo, a palavra ativo não se refere
unicamente a manter o idoso fisicamente ativo e saudável. Embora estes também sejam
objetivos a se perseguir, é preciso ter o entendimento de um idoso ativo no
sentido mais amplo de ser participativo.
Um programa deve se preocupar em
preparar as pessoas idosas para a participação contínua nas questões sociais,
econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente para serem
fisicamente ativas. É preciso educá-las para saber que podem continuar a
contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e países
- mesmo estando aposentadas, mesmo com alguma doença ou alguma necessidade
especial.
Para OKUMA (2004) uma proposta
pedagógica de exercícios físicos para idosos deve situar seus objetivos para
além das questões da aptidão física e da saúde, que são colocadas como meios e
não como fins. O foco real da proposta deve ser “o desenvolvimento do ser idoso”
e para este trabalho sugerem-se sete princípios
que têm por base uma Educação que abra para o aluno idoso um leque de
perspectivas para:
1. o autoconhecimento
3. o aprender contínuo e atualização
5. ser responsável
6. usufruir do meio ambiente
Segundo
esta pesquisadora a educação física é: um“...
processo educativo que ensina às pessoas os conhecimentos sobre movimento
humano e os procedimentos/habilidades para melhorá-lo e/ou mantê-lo, de forma a
otimizar suas potencialidades e possibilidades motoras de qualquer ordem e
natureza, adaptando-se e interagindo com o meio ambiente, para ter qualidade de
vida.”
Imagem encontrada em: http://www.gulbenkian.pt/index.php?article=3660&format=404

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