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domingo, 7 de abril de 2013

ENVELHECIMENTO: Ser Ativo


 Com o envelhecimento surgem diversas alterações no homem, como redução do peso e volume cerebral, alterações fisiológicas no sistema cardiovascular, e um maior acometimento por doenças crônico-degenerativas. Porém, o envelhecimento pode ser reconhecido e construído de diversas formas nos indivíduos; tudo irá depender do ângulo observado e sentido por cada um. (...) Segundo Morais (1992 citado por ALMEIDA 2004), toda atitude do homem é uma atitude corporal. O corpo é o centro de tudo que acontece e significa. É a partir do corpo que conhecemos nossa verdade e a forma de envelhecermos.”
O envelhecimento é um processo lento e gradativo que todo ser humano deve preparar-se para o mesmo. Este processo pode ser amenizado através da utilização de alguns mecanismos, considerando como variáveis que envolvem o mesmo (genética estilo de vida, doenças crônicas, viróticas e o meio externo). O exercício físico regular é uma das atividades que deve ser implantado como primordial para este processo, pois pode alterar o sistema cardiovascular, metabolismo energético, diminuição do nível de insulina, regulação da pressão arterial (PA), tonificação muscular, melhora o índice de humor da pessoa facilitando e tornando a vida mais prazerosa, entre outros. Logicamente que qualquer programa de exercício físico precisa ser elaborado de forma consciente e organizado respeitando os princípios de treinamento (ARAÚJO, [s/d]).
A Organização Pan-americana da Saúde (2005), através de sua representação no Brasil, divulgou o documento “Envelhecimento ativo: uma política” de saúde, no qual procura dar informações para a discussão e formulação de planos de ação que promovam um envelhecimento saudável e ativo, visando sensibilizar todos aqueles responsáveis pela formulação de políticas e programas ligados ao envelhecimento (governos, entidades não-governamentais, setor privado). Neste documento se observa que “manter a autonomia e independência durante o processo de envelhecimento é uma meta fundamental para indivíduos e governantes” e alerta que no conceito de envelhecimento ativo, a palavra ativo não se refere unicamente a manter o idoso fisicamente ativo e saudável. Embora estes também sejam objetivos a se perseguir, é preciso ter o entendimento de um idoso ativo no sentido mais amplo de ser participativo.
Um programa deve se preocupar em preparar as pessoas idosas para a participação contínua nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente para serem fisicamente ativas. É preciso educá-las para saber que podem continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e países - mesmo estando aposentadas, mesmo com alguma doença ou alguma necessidade especial.
Para OKUMA (2004) uma proposta pedagógica de exercícios físicos para idosos deve situar seus objetivos para além das questões da aptidão física e da saúde, que são colocadas como meios e não como fins. O foco real da proposta deve ser “o desenvolvimento do ser idoso” e para este trabalho sugerem-se sete  princípios que têm por base uma Educação que abra para o aluno idoso um leque de perspectivas para:
1. o autoconhecimento
2. a autonomia
3. o aprender contínuo e atualização
4. a descoberta de competências
5. ser responsável
6. usufruir do meio ambiente
7. a fruição e prazer
         Segundo esta pesquisadora a educação física é: um“... processo educativo que ensina às pessoas os conhecimentos sobre movimento humano e os procedimentos/habilidades para melhorá-lo e/ou mantê-lo, de forma a otimizar suas potencialidades e possibilidades motoras de qualquer ordem e natureza, adaptando-se e interagindo com o meio ambiente, para ter qualidade de vida.”



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