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quarta-feira, 3 de abril de 2013

ESPORTE E MÍDIA: A Figura do Atleta


A Manipulação da informação do discurso midiático e sua influência acontecem com a articulação dos padrões de lingüística, das ações sociais, das atitudes e das emoções. Se valendo deste processo, segundo Thompson (1995, citado por SANTOS e MEDEIROS, 2009) o fenômeno esportivo não descarta a participação da mídia na sua produção, difusão ou transformação criaram uma relação harmônica e dependente.
            Estudando este processo, Santos e Medeiros (2009), analisaram reportagens da revista Veja no período entre 2007 e 2008 e identificaram que nas reportagens a figura do atleta esteve associada a alguns elementos comuns que interagem entre si e relacionados a um modelo vinculado a fatores identitários, normalmente associados ao atleta como herói ou vilão.
Da mesma forma, Marque (2007 citado por MARQUES, GUTIERREZ e ALMEIDA, 2008) atesta que observar o esporte é “testemunhar ações mercadológicas, em o que cria inúmeros personagens ligados a esse universo” e cita alguns papeis representados por estas personagens: Atleta-astro, atleta-produto, esportista-consumidor, esportista-praticante, esportista-sedentário”.
Rubio (2001, citado por RUBIO, 2002) explica que esta situação foi gerada pela construção espetacular da narrativa esportiva na qual a competição é uma metáfora das batalhas.
Segundo SANTOS e MEDEIROS (2009) essas representações permeiam o imaginário social e influenciam questões como a identidade nacional, o discurso moral em torno do esporte e do atleta mais especificamente. Rubio (2002) complementa que a mídia televisiva contribui profundamente para este contexto:
“a televisão transformou a audiência do esporte em todo o mundo, e na medida que começou a perder a capacidade de subsistir enquanto espetáculo ao vivo, tornou-se dependente de patrocínios gerados pela abrangência das transmissões televisivas. Essa situação provocou o incremento do profissionalismo no esporte, tanto no que se refere à possessão do espetáculo pela televisão como em relação àquele que protagoniza o espetáculo, o atleta.” (RUBIO, 2002)
A partir aproximadamente dos anos 1970 observa-se que a relação do dinheiro e desempenho esportivo passaram a levar o esporte a profissionalização e uma opção de vida para crianças e jovens. Rubio (2002) nota na indicação de um atleta para iniciar sua carreira existem elementos além de talento individual, mas também fatores externos construídos que estendem-se até mesmo em sua trajetória. Para cada “modalidade específica e, do esporte como um todo, desenvolve-se um conjunto de práticas coletivas e comportamentos individuais chamados pelo senso comum de cultura esportiva”, os quais, “levam à criação e multiplicação de um imaginário esportivo, pautado, principalmente na história de vida de atletas ativos, que ainda fazem o espetáculo esportivo, e inativos, que já realizaram grandes feitos, registrando seu nome para a posteridade”.
Imagem encontrada em: http://runnersworld.abril.com.br/materias/herois/
 *Esta imagem ilustra um texto cujo título é "Heróis de Ouro"


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